Fundada em 28 de dezembro de 1.882, por Neutel Newton Maia, Rio Branco obteve sua autonomia através do Decreto Federal Nº 9.831 de 23 de outubro de 1.912, tem uma área de 8.580 km2 (nova área do município). É a capital do Estado, concentrando aproximadamente 47% da população do Acre. Rio Branco situa-se em ambas as margens do rio Acre, pela qual está afeito a quase todos os municípios da microregião do alto Purus, excentuando-se apenas Sena Madureira e Manoel Urbano. Ainda por via fluvial, Rio Branco se liga com os Estados do Amazonas e Pará. Por via aérea, está ligado às demais capitais brasileiras com saídas regulares diária de aeronaves Boing 737 Varig.Via terrestre está ligado a Porto Velho, capital de Rondônia, pela BR- 364.
A porção territorial que hoje corresponde ao Município de Rio Branco, inicialmente sede do departamento do Alto Acre, foi formada como entreposto comercial avançado da economia mercantil da borracha, e reconhecida desde as primeiras expedições realizadas pelo sertanista Manoel Urbano da Encarnação.
Em 28/12/1882 foi explorada por Neutel Maia, que se instalou no mais importante aglomerado da localidade, o seringal "Empresa" situado a margem direita do rio Acre, onde havia grande concentração de seringais e onde era extraído o melhor látex e produzida a maior quantidade de borracha do Alto Purus.

É arborizada com espécies nativas. Possui áreas ajardinadas, com canteiros ripados de madeira e vários bancos de cimento. Forma um conjunto harmonioso e agradável que oferece a todos um lugar para lazer. Em sua volta estão instaladas diversas agências bancárias, casas comerciais, as sedes dos poderes Legislativo e Executivo (Palácio Rio Branco), assim como o Obelisco em homenagem aos heróis da Revolução Acreana, erguido em 1937. Essa praça serve de palco para manifestações políticas e culturais.
Localizada entre a Av. Getúlio Vargas e a Rua Arlindo Porto Leal - Centro.
É o mais belo Palácio do Estado. Construído em 1930 no governo do Dr. Hugo Carneiro. Inspirado na arquitetura grega, tendo sua fachada ornamentada por quatro colunas jônicas. Nele está instalada a sede do Governo Estadual. Rua Benjamin Constant, em frente a Praça Eurico Gaspar Dutra - Centro.

A Economia de Rio Branco
A economia de Rio Branco experimenta diferentes fases de desenvolvimento. A agricultura continua a passos lentos, longe de abastecer o consumo interno. A pecuária, por sua vez, possui considerável rebanho, abastecendo o mercado de Rio Branco e ainda com razoável excedente exportável. A indústria da "pecuária", vem se instalando já há algum tempo em Rio Branco, com beneficiadora de leite e derivados.
O setor industrial ainda não conseguiu decolar, pois até o Distrito Industrial encontra-se em estado de falência, com funcionamento apenas de algumas cerâmicas e um reduzidíssimo número de madeireiras.
O setor de serviços/comércio de Rio Branco encontra-se num estágio compatível com os demandas. Podemos registrar considerável número de supermercados, que conseguiram baixar sobremaneira o custo da cesta básica local. O setor de vestuários conta com satisfatório centro comercial, onde pode-se encontrar muitas opções, inclusive com lançamentos de modas simultaneamente com o sul do país. O município conta também com várias empresas de transportes coletivos, com grande número de linhas de ônibus, já praticando, inclusive, o transporte urbano-integrado de passageiros. Registra-se também, uma grande quantidade de agências de viagens, segmento que tende a se expandir com a inauguração do novo aeroporto internacional, quando novas empresas aéreas devem instalar-se na Capital.
Rio Branco possui uma pequena rede hoteleira, setor que, em função do pequeno fluxo de turistas na Capital tem conseguido atender a demanda. No que se refere a restaurantes, Rio Branco está bem servida, pois se verifica uma variada oferta destes estabelecimentos, com culinária regional que consegue agradar a todos que a procuram e têm paladar exigente.

O cinema, que passou muito tempo esquecido, possui hoje duas salas, com lançamentos simultâneos com o sul do país.
O êxodo rural intenso e desordenado das últimas duas décadas criou enormes problemas sociais para o setor público, acarretando uma elevação drástica da demanda por serviços sociais básicos (infra-estrutura urbano-social, saúde, habitação, educação, etc.) e por empregos, que a frágil economia local não tinha condições de atender.
A invasão da cidade de Rio Branco por um contínuo e crescente fluxo migratório resultou na formação de uma periferia super povoada por mão-de-obra marginalizada, com taxas de desemprego e subemprego a níveis insuportáveis. Nessas condições, a cidade que ainda não conta com um setor secundário dinâmico, dispondo apenas de indústrias de transformação do tipo artesanal (olarias, padarias, cerâmicas, etc.) , do baixo efeito multiplicador, tem suas oportunidades de emprego, quase que exclusivamente, restritos aos setores de prestação de serviços e de comércio.
Inchada pela abundante mão-de-obra não qualificada, nossa cidade transformou-se em um reservatório de força de trabalho para serviços sazonais. Sua estrutura está muito longe da sua aglomeração demográfica e a carência de serviços sociais básicos (saúde, água potável, energia elétrica, esgotos, etc.), chega a ser crônica e o fenômeno da marginalidade, que parece estar em estreita com a distribuição regressiva da renda, cresce dia a dia, aumentando o clima de insegurança no seio da população.
A cidade Rio Branco, que é carente de um setor secundário dinâmico, foi incapaz de absorver produtivamente a farta mão-de-obra não qualificada que, progressivamente, foi se amontoando na periferia urbana formando grandes bolsões de miséria à semelhança das favelas de qualquer grande cidade.
12:04
Aqui Achei

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